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CENTRAL DE RESERVAS
Hotel 37 3326-1050 B.H 31 3483-7268
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| Atrativos Locais |
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| USINA HIDRELETRICA DE FURNAS |
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Este passeio é opcional, não incluso nas atividades da recreação
FURNAS nasceu com o objetivo de sanar a crise energética que ameaçava, em meados da década de 50, o abastecimento dos três principais centros socioeconômicos brasileiros - São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Com o objetivo de construir e operar no rio Grande a primeira usina hidrelétrica de grande porte do Brasil - a Usina Hidrelétrica de Furnas, com capacidade de 1.216 MW - foi criada em 28 de fevereiro de 1957, através do Decreto Federal nº 41.066, a empresa Central Elétrica de Furnas.
A Usina Hidrelétrica de Furnas foi a primeira a ser construída pela empresa que dela herdou o nome. Está localizada no curso médio do Rio Grande, no trecho denominado "Corredeiras das Furnas", entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais. No início da construção pertencia ao município de Passos, e possui uma potência nominal de 1.216 MW (8 X 152 MW).
Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em 1963. A construção dessa usina, uma das maiores da América Latina na época, permitiu que se evitasse o colapso energético do País, na década de 60.
O reservatório, um dos maiores do Brasil, com 1.440 km² e 3.500 km de perímetro, banha 34 municípios de Minas Gerais. A operação da Usina de Furnas está certificada pela NBR ISO 9002, desde dezembro de 2000.
Origem
Conta a história que foi o engenheiro da Cemig Francisco Noronha quem descobriu as Corredeiras das Furnas, quando saiu para pescar a convite da família Mendes Júnior. Era sabido que a Cemig já procurava no Rio Grande um lugar ideal para construir uma usina. Diante de um cânion longo e profundo, o engenheiro, impressionado, tirou fotos, desenhou barragens sobre as mesmas, calculou a profundidade do reservatório e, em Belo Horizonte, apresentou seus estudos ao engenheiro John Reginald Cotrim, então vice-presidente da Cemig e futuro presidente de FURNAS.
Cotrim verificou pessoalmente o local e chegou à conclusão que estava diante de um potencial que permitiria a construção de uma usina de grande porte para atender os três principais centros socioeconômicos do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, evitando assim o colapso energético que ameaçava o país.
Construção
Construir a maior usina hidrelétrica do país na época, com capacidade de gerar uma potência elétrica de 1.216 MW, exigiu a contratação de profissionais estrangeiros, principalmente ingleses, e a importação de equipamentos da Itália, Suécia, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Japão, mas também contou com a criatividade de operários brasileiros que ajudaram na resolução de muitos problemas técnicos de última hora.
Fábio Carvalho Alves, na época, empregado de uma pequena empreiteira chamada Mendes Júnior, trabalhou no núcleo de argila da barragem da usina e conta que não foram poucos os problemas enfrentados. "Deslocar equipamentos pesando cerca de 30 mil kg em balsas era muito difícil. Lembro do dia em que uma afundou com uma carreta de combustível e tive que usar escafandro sem nunca antes ter mergulhado", lembra.
Fábio, hoje aposentado, vive nas Escarpas do Lago, primeiro e maior empreendimento turístico do Reservatório de Furnas, que aprisionou 21 bilhões de metros cúbicos de água dos rios Grande e Sapucaí. A Mendes Júnior, cujo crescimento, em suas próprias palavras, se deve à construção da usina de Furnas, é uma das maiores construtoras do país.
Águas A construção de túneis e galerias para desviar o curso dos rios Grande e Sapucaí desafiou a habilidade técnica de engenheiros e exigiu grandes esforços de operários. Muito esforço também foi necessário para convencer os proprietários de terras dos municípios da região a vendê-las para a Empresa, em nome do interesse nacional.
Nem José Cândido Barbosa, um dos primeiros e únicos a negociar com Furnas "sem entrar em demanda", se convenceu fácil de que as águas fossem alagar suas terras, localizadas no município de Guapé. "Eu fiquei desconfiado porque vieram pedir para demarcar minhas terras e só botavam estacas em terra boa. Fiquei com medo que eles quisessem era invadir a terra da gente".
Depois de consultar um advogado, que explicou que as melhores terras geralmente ficam nos vales, finalmente se decidiu. "Pensei... Ah, vou vender esse trem, porque tudo custou meu suor mesmo, não recebi herança de ninguém. Fui lá e vendi". O valor pago pela Empresa ele não lembra, mas garante que os dois cheques que recebeu foram suficientes para comprar a fazenda onde mora hoje, que lhe custou seis milhões de cruzeiros, e revela que ainda sobrou dinheiro.
Houve gente para quem nem o dinheiro oferecido, nem a ameaça de ver tudo ficar debaixo d'água era suficiente para abandonar a terra. A maioria recebeu o valor venal, depositado em juízo pela Empresa.
Dona Clarisse de Souza Rodrigues deu mais trabalho aos advogados de Furnas. Nem mesmo a carta do presidente Juscelino a convenceu de vender as terras. Dona da fazenda Corredeiras, que abriga hoje as instalações da usina, ela lutou com unhas, dentes, água fervente e tiros de carabina para não ser desapropriada.
Hoje falecida, é seu filho José Rodrigues Filho, o Vinho, ex-funcionário de FURNAS, que relata que o único que conseguia conversar com ela era o advogado Aldo Hildo Motta. "Minha mãe era brava e para ela as terras não tinham preço. Furnas oferecia dinheiro, fazendas melhores que a nossa e ela não aceitava nada. As obras começaram com ela dentro do canteiro".
Motta, depois de lhe dar presentes, levá-la ao Rio de Janeiro, encheu os olhos de dona Clarisse com um sobrado alugado pela Empresa na nova São José da Barra, todo mobiliado, "com geladeira e tudo mais que só milionário tinha na época. Ela nunca tinha visto nada igual". O aluguel do sobrado por cinco anos somado a 2,7 milhões de cruzeiros, "em notas bonitas, douradas", fizeram Clarisse mudar-se com a família. "O dinheiro ela emprestou, guardou, acabou. Ela morreu numa casinha humilde, na rua Alagoas".
Hoje, Vinho, que trabalhou como servente, zelador, ajudante de cozinha, cozinheiro e garçom na Casa de Visitas de Furnas, sonha em comprar áreas que ficavam na antiga propriedade e que não foram utilizadas pela Empresa. "Se FURNAS colocar à venda esses remanescentes, eu quero comprar em memória dos meus pais, que amavam aquelas terras".
A Usina e as Comunidades do Lago
No dia 9 de janeiro de 1963 o túnel que desviou o curso do rio Grande para a construção da Usina de Furnas foi fechado e as águas que formaram um dos maiores reservatórios do mundo, criou praias, formou cânions e cachoeiras inundou vilarejos e mudou para sempre a história dos 34 municípios que ficam ao longo dos 1.440 km² de extensão do Lago de Furnas.
A sede do município de Guapé ficou praticamente submersa, o que levou à construção de uma nova sede em local definido pela população. O distrito de São José da Barra, então pertencente a Alpinópolis e emancipado em 1994, ficou integralmente debaixo das águas e deu lugar à "Nova Barra", que a pedido do padre Ubirajara Cabral, pároco local, foi construída pela Central Elétrica de Furnas na forma de um banjo.
A maioria dos municípios possuía vocação agropecuária, mas com o alagamento das áreas produtivas diversificaram suas atividades. Surgiram pequenos comércios e o turismo, ainda pouco explorado, apresenta-se hoje como opção natural para geração de renda na região. São cerca de 260 empreendimentos turísticos, entre hotéis, pousadas e clubes náuticos, de acordo com a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) que movimentam a economia local, gerando empregos e impostos para os municípios.
O Lago de Furnas
O Lago de Furnas é a maior extensão de água do Estado de Minas Gerais e um dos maiores lagos artificiais do mundo, por isto é chamado Mar de Minas. Alimentado por nascentes e rios de águas cristalinas, cobre uma superfície de 1.457,48 Km², tendo modificado a paisagem dos trinta e quatro municípios atingidos pela sua inundação, com a criação de praias e desfiladeiros. Segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO): "historicamente a região guarda a memória das tribos indígenas que ali habitaram, das trilhas bandeirantes em busca de ouro, das fazendas seculares e dos quilombos rebeldes.
Muito dessa história submergiu em fevereiro de 1963, quando as águas do lago subiram seu nível por sobre casas, plantações e até mesmo cidades, transformando definitivamente o lugar. Seus habitantes levaram algum tempo para reconhecer a nova paisagem e as novas possibilidades oferecidas pelo grande lago que se formara. Aos poucos, porém, em seus remansos, agradáveis pousadas, férteis pesqueiros e elegantes embarcações foram surgindo e delineando o futuro turístico do Lago de Furnas".
Em 1955, Cotrim passou a integrar a equipe de governo de Juscelino Kubitschek, que em 28 de fevereiro de 1957, assinou o decreto 41.066 e criou uma das maiores obras do seu governo: a Central Elétrica de Furnas, com sede em Passos, Minas Gerais.
Municípios atingidos pela Represa
Trinta e quatro municípios foram atingidos pelo Lago de Furnas. Estes muncpios, a fim de explorar turisticamente as transformações advindas da criação da represa, buscando a sustentabilidade econômica e a preservação ambiental dos municípios lindeiros banhados pelo lago, formaram a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), da qual fazem parte:
* Aguanil * Alfenas * Alpinópolis * Alterosa * Areado * Boa Esperança * Cabo Verde * Camacho * Campo Belo * Campo do Meio * Campos Gerais * Cana Verde * Candeias * Capitólio * Carmo do Rio Claro * Coqueiral * Cristais * Divisa Nova * Elói Mendes * Fama * Formiga * Guapé * Ilicínea * Itapecerica * Lavras * Nepomuceno * Paraguaçu * Perdões * Pimenta * Ribeirão Vermelho * São João Batista do Glória * São José da Barra * Três Pontas * Varginha
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